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Digitando pensamentos

18 dezembro 2012


Da mesma forma que não choro com lágrimas, nem sempre eu falo com palavras. Mas hoje resolvi falar pelo menos um pouquinho. Realmente tenho muito tempo que não escrevo, 7 meses pra ser exato. Não por falta de tempo, por que essa desculpa eu não utilizo, mesmo eu não tendo de fato muito tempo, acho que tempo é uma coisa que dar-se um jeito. A verdade é que estou vivendo uma etapa nova e tudo está sendo muito diferente do habitual. As mudanças mexem com a nossa cabeça, nos faz sentir medo, nos confunde, nos deixa sem chão. E esse foi um dos motivos do qual não tive como postar freneticamente no blog. 

Por que hoje resolvi postar?
Ahhh... chegando final de ano, devo ter um tempo livre!
Errado! Tempo é o que menos tenho, mas se eu não conversar um pouco acho que vou enlouquecer. Minha vida mudou tanto, que eu nem sei mais se mudar é bom, por que as mudanças nem sempre vem em um pacote com tudo que te agrade, e o seu processo de transição é rigidamente macabro e me faz sofrer bastante. É... vim jogar um pouco de mim, aqui, eu prometo não falar muito, normalmente quando eu escrevo sobre mim eu apago mais que escrevo. Neste exato momento por exemplo, já fiz isso umas centenas de vezes. Não que eu tenha me arrependido do que escrevi, mas que nem sempre é bom dizermos tudo que pensamos em uma postagem, acho mais sutil quando descrevo nas palavras criptografias que só eu mesmo reconheceria, palavras que me fazem relembrar da existência desse momento sem necessariamente trazer os problemas a tona. E nunca fui de falar das coisas que sinto, a vida foi tão rígida, que me desgastou emocionalmente do qual eu nem sei mais o que sinto, e em que horas eu sinto, as vezes tudo se resume em um aperto no peito, em uma tristeza, em uma angustia, mas nunca lembro se tudo isso já não estava lá dentro.

Eu não costumo culpar a vida  das coisas que me acontecem, acredito que a vida é a única responsável por me dar tempo pra eu conseguir tentar resolver meus problemas.
Acredito que.... se você já chegou até aqui sem pular nenhuma linha, deve ter passado em algum momento da sua vida, por algo parecido, do contrário já tinha perdido a paciência com esse blábláblá desde a primeira estrofe. Estou morando fora, e aqui não tenho ninguém que eu possa confiar, ou perder horas conversando e rindo, acho que a culpa nem é do lugar, talvez eu realmente esteja caminhando sozinho. O tempo passa e você vê o quanto seus problemas se tornam cada vez mais seus e que mesmo que esteja rodeado de pessoas, eles serão só seus. Eu não gosto de me lamentar, já basta minhas lamentações mudas, eu não gosto de chorar, minhas lágrimas já são treinadas para não saírem, nem sei se meu corpo ainda fabrica lágrimas. As vezes sinto que as pessoas não acreditam em mim, me sinto desvalorizado como pessoa, eu sei que tenho muito a oferecer, eu sei que posso fazer coisas grandiosas, só preciso não desistir.

Caminhar sozinho é difícil, eu sei, mas enquanto houver sangue em meus pulsos estarei caminhando, mesmo com os pés cansados, sangrentos e doloridos, caminharei pra algum lugar longe de onde estou, e mais feliz do que no lugar onde eu estava.

Eu escrevi pra caramba, é... eu sei, falei que ia ser bem curto, mas fala sério, nem fmoi tão grande assim. É muita coisa pra jogar pra fora, e mesmo que eu  ainda tenha falado pouco, já me alivia. Gosto de escrever e depois quando o tempo for adiante, voltar e ler aquilo que sentia em tempos atrás e vê se de fato as coisas andam como eram ou se houve melhoramento. É uma alto avaliação, não só de mim, mas de tudo ao meu redor. Não cito nomes, nem situações, por esse blog ser aberto, não que eu deva satisfações, mas é que já tenho problemas demais pra desencadear aleatoriamente outros trilhões de problemas sem o menor significado, problemas que deveria ter evitado. E por fim finalizo com um suspiro de que, mesmo que ainda eu não tenha ninguém pra dividir minhas angustias, escrever-las me deixa mais perto de mim.

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